
Essa semana eu quero começar com um desabafo. Onde estão as versões 2D e legendadas dos filmes? As produtoras e distribuidoras estão nos obrigando a pagar mais caro para assistir filmes em 3D, que muitas vezes não tem nada de extraordinário para apresentar e, além de tudo, limitaram sobremaneira o número de salas com as versões legendadas. Se conseguir uma versão 2D e legendada, sai correndo e compra o ingresso, pois é difícil. As pessoas estão ficando mais preguiçosas para ler? É isso? Não sei, só precisava externar minha indignação dupla. Então, né… vamos aos filmes que vi na semana passada. ;)
Anjos da Noite: despertar (Underworld: Awake)
Eu adoro essa franquia e não podia perder mais um filme, né? Afinal, tenho uma estranha simpatia por vampiros. rsrs. Mas quem já assistiu aos outros filmes da saga, já deve ter percebido que o sangue que rola não vem do ato de sugar alguém, aliás, o sugar passou longe dali e quando isso raramente acontece é que nos lembramos de que é uma história com vampiros, o que nos é oferecido por uma personagem nova e previsível! Exagerada eu, né? Hehe. Nessa história, vampiros e lobisomens novamente se enfrentam, num futuro não muito distante… O cenário é sombrio, as lutas são ótimas e a história… fraca.
O que posso dizer? Gostei, mas é o pior dos quatro. Sei lá… fiquei meio que entediada na poltrona. A trama tinha um jeito de que foi forçada a ser feita, sabem? Mas claro que é diversão garantida, muito tiro, mas mordida que é bom…
Tá… vocês podem até dizer que a história pouco importa, já que a emoção está em ver a habilidade fenomenal da Selena com as armas (eu preferia que ela fosse mais vampira e menos “duro de matar”). Com certeza haverá um próximo e… verei, claro!
Ponto forte: a ação e as cenas em que há realmente uma ação vampiresca.
Ponto fraco: a história é fraca, previsível, sem surpresas.
TRAILER: ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
O filme recebeu várias indicações ao Oscar e ganhou alguns prêmios técnicos e tem mesmo uma bela fotografia. Uma vez ouvi dizer que quando se fala da beleza da fotografia é por que o filme em si não é bom (hehe). Mas a história não é ruim, apesar de eu ter achado as interpretações teatrais demais. O que se explica, em parte, quando a trama se revela (não sei se essa era a intenção ou fui eu quem buscou essa justificativa para não julgar Ben Kingsley tão negativamente). A história é simples e confesso que esperava algo como Inteligência Artificial ou uma aventura fantástica, então tudo foi inesperado para mim. Rá! Vocês vão dizer… não é ela que reclama que nada surpreende? Então né… não é que surpreendeu, mas eu realmente não sabia o que esperar. Eu não li o livro ou as críticas a respeito do filme, fui assistir mais por que minha filha estava doida pra ver, então, não sabia pra onde ia a trama. Fui esperando muitos efeitos especiais depois de ter visto alguns trailers, mas eles são apenas pequenos detalhes. O filme mistura o cotidiano solitário de um menino (Hugo) com a história do cinema (a transição do cinema mudo para o falado. Aí é que a história do filme fica muito parecida com a do filme O Artista). É um drama que não me levou às lágrimas, mesmo assim é bom e o toque de humor fica por conta de Sasha Cohen, com seu jeito “pastelão”.
Ponto forte: Fotografia
Ponto fraco: interpretações.
TRAILER: A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
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