Sua revista online sobre Literatura, Cultura e Entretenimento
“Não é a beleza mas sim a humanidade o objetivo da literatura.”  (Salamah Mussa)
MATÉRIA DE CAPA
Ver todas
Publicada/atualizada por Luiz Ehlers em 25/12/2011, às 21:16 | 8 comentários
Dez Anos de O Senhor dos Anéis nos cinemas
Uma das melhores e mais importantes adaptações fantásticas

 

 

Há exatos dez anos, a New Line Cinema apresentava ao público uma das mais arriscadas apostas da história do cinema: a adaptação da Trilogia O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien. A Sociedade do Anel estreiou em todo o mundo em dezembro de 2001. Os outros dois filmes foram lançados nos anos seguintes As Duas Torres (2002) e O Retorno do Rei (2003).

A história era considerada por muitos como inadaptável, devido a complexidade e detalhismos da trama. George Lucas chegou a declarar que sua equipe seria a única no mundo capaz de realizar tal adaptação. No entanto, um até então desconhecido diretor da Nova Zelândia, Peter Jackson, fez o impossível. Ele apresentou um projeto inicialmente como dois fimes e acabou conseguindo convencer a realização de três. Os filmes renderam 16 prêmios Oscar, sendo que o terceiro, O Retorno do Rei, foi o ganhador de melhor filme em 2004.

O sucesso dos filmes foi estrondoso e O Senhor dos Anéis é hoje uma das histórias de fantasia mais rentáveis da história do cinema. Seu sucesso abriu a porta para a fantasia em todo o mundo.

 

“Peter Jackson foi o editor que o Tolkien nunca teve” Walter Tierno

Muitos dos fãs da série afirmam, sem dúvida alguma, que os filmes de Jackson são melhores que os próprios livros. No cinema a história ganhou dinâmica e ação, uma vez que a escrita de Tolkien é densa e excessivamente descritiva em muitos trechos.

Peter Jackson conseguiu a proeza de unir fidelidade, emoção e dinamismo a obra de Tolkien. A fidelidade em cenas e falas do livro era algo até então pouco explorado em adaptações. Muitos diálogos dos personagens foram extraídos praticamente sem alteração alguma direto das páginas dos livros. Mesmo nas modificações Peter acertou em cheio, tornando muitas cenas mais interessantes do que o próprio Tolkien havia escrito. O confronto em Isengard, por exemplo, entre o mago cinza, Gandalf, e o mago branco, Saruman, que no livro é apenas uma lembrança rápida, no filme tornou-se um confronto épico de magos.

 GANDALF VS SARUMAN – A SOCIEDADE DO ANEL (2001)

 

A mistura entre emoção e ação é uma marca registrada dos filmes e um estilo do diretor. Embora repleto de violência e batalhas, os filmes carregam muito sentimentalismo dando sentido a cada confronto. Como não se emocionar com o discurso do rei de Rohan, Theoden, para motivar seu exército a ir em uma batalha impossível nos Campos de Pelenor? Quem não sentiu um aperto no peito com a investida suicida de Faramir apenas para provar seu valor ao seu pai, o Regente de Gondor: Denethor?

As batalhas são um destaque à parte. Os efeitos especiais foram primorosos e ficaram a cargo da Weta, empresa de Jackson. Esta revolucionou principalmente nas cenas de batalha, que talvez deram um novo sentido à palavra épico. Os confrontos vão ganhando dimensões cada vez maiores nos filmes formando verdadeiros “formigueiros humanos” de guerreiros lutando pelos seus ideais. O Senhor dos Anéis trouxe ao cinema um novo conceito em batalhas épicas de grandes proporções especialmente pelo software desenvolvido pela Weta que cria os lutadores e faz com eles lutem independemente com os inimigos.

 

Outro destaque que chamou muito a atenção nos efeitos especiais foi a criação de Gollum/Sméagol. Para muitos diretores, até então, não havia pavor maior do que um close em um personagem digital. A criatura Gollum tem inúmeras tomadas próximas revelando detalhes profundos das expressões faciais do personagem que conquistaram o público pela sua perfeição técnica e personalidade.

O ator que deu vida aos movimentos de Gollum foi Andy Serkis, que trabalhou também com o diretor em seu filme seguinte, King Kong, onde também foi responsável pela captação dos movimentos do macaco.

CHEGADA DE ROHAN NOS CAMPOS DE PELENOR – RETORNO DO REI (2003)

 

 

 Sabemos muito bem que a criação de mundos fantásticas é algo bem antigo e, obviamente, anterior a Tolkien. Contudo, seu trabalho minucioso e verossímel na criação da Terra Média é no mínimo louvável. As línguas, as raças e a história desse mundo são tão marcantes e bem feitas que pensamos: será que isso não existiu mesmo algum dia? Essa ideia é justamente o que o autor quis passar. Como essa fantasia se liga com o nosso mundo, a Era dos Homens, é talvez o mais fascinante da criação de Tolkien.

Hoje em dia, criar um mundo fantástica é praticamente impossível sem usar algum elemento que pelo menos lembre a Terra Média. Esta é a grande referência e talvez o mais complexo e verossímel mundo fantástico criado no século XX.


Contudo, não é apenas de batalhas e um mundo fantástico detalhado que mostra a importância da história. O Senhor dos Anéis é lembrado também pela tocante mensagem principal que a trama passa. No narração inicial do filme a elfa Galadriel termina o prólogo com uma frase que resume toda a essência da mensagem: “Mesmo as menores pessoas podem mudar o curso das coisas“.

Nessa história o mal perde pela presunção e prepotência. A tentativa de destruição do anel por criaturas tão insignificantes como hobbits não passa pelos mais sombrios pesadelos do vilão Sauron. Essa prepotência é a sua ruína, da mesma forma que o mago branco, Saruman, que na ambição por poder destrói parte da floresta de Fangorn e isso acaba gerando a ira do ents que o atacam posteriormente acabando com seu exército.

A grande mensagem de Tolkien que toca os leitores é justamente que por mais insignificante que você se considere, suas ações podem sim fazer a diferença e voce é capaz até de mudar o mundo.

 O sucesso estrondoso da trilogia mudou os cursos da fantasia mundial. O boom de O Senhor dos Anéis no início dos anos 2000 abriu as portas para muitas produções cinematográficas e obras literárias que viriam ter sucesso depois. Mesmo o mercado editorial mudou depois disso, editoras que desconsideravam a fantasia, depois desse sucesso passaram a caçar autores nessa áreas.

A saga de Tolkien com o toque de Jackson será, sem dúvida, uma história lembrada muitos anos depois como aconteceu com Star Wars de Geoge Lucas, que até hoje é vista como uma grande saga. Felizmente Jackson está envolvido em O Hobbit que traz novamente o retorno para a Terra Média com todo o seu já conhecido toque preciosista e verossímel. Dez anos depois, o Senhor dos Anéis ainda é lembrado e O Hobbit é mais um pedaço da saga que tantos gostam e que durará para sempre no coração de seus fãs.

Vida longa ao SENHOR DOS ANÉIS!!!


TRAILER DA TRILOGIA O SENHOR DOS ANÉIS

 

Comentários (8) | Comente:

Nome:
Email:
Site:
Comentário:

Ricardo Costac comentou em 26/12/2011, às 10:33:

O Filme da minha vida. Cenário, História, Trilha Músical. Inesquecível!!!

Luiz Ehlers comentou em 26/12/2011, às 10:42:

Eu nem mencionei a trilha sonora, mas eu adoro também…

Virginia comentou em 26/12/2011, às 22:59:

Chorei com a matéria…..

ahauahuahauah

é minha adaptação favorita e felizmente ainda nao acabou.

Luiz Ehlers comentou em 26/12/2011, às 23:03:

Nossa, Virginia, chorar é um bom sinal eih…obrigado :)

Juliana Arruda comentou em 27/12/2011, às 02:56:

*———————————————————–*~
Certamente esta é uma das mais brilhantes obras fantásticas já existentes! ♥

Viviane Freitas comentou em 28/12/2011, às 23:50:

Eu não poderia deixar de comentar uma matéria tão bem escrita! Parabéns!!
“O Senhor dos Anéis” é simplesmente fantástico. Amo Tolkien e amo Peter Jackson por tornar tudo tão real e fabuloso. Estou ansiosa pelo ‘O Hobbit’, já vi o trailer umas mil vezes e me dá um aperto no coração só de ouvir a canção dos anões. Vai ser LINDO!
Beijos!!

Maximiliano comentou em 29/12/2011, às 09:49:

Parabéns pela matéria. Realmente a saga de O Senhor dos Anéis é inesquecível.

Luiz Ehlers comentou em 29/12/2011, às 10:54:

Viviane, eu também já vi o trailer várias vezes. Acho a canção linda também. Ver imagens novas da Terra Média é sempre uma emoção, ainda mais quando tudo é cuidadosamente com a mesma estética.

Maximiliano, com certeza a saga é inesquecível.

Livraria Fantástica | Papo Fantástica | EM FOCO | REPORTAGENS | LANÇAMENTOS | MATÉRIA DE CAPA | RADAR | NOSSO LIVRO DO MÊS | Livro Tributo | Espaço Fantástica | Parceiros
72dpis Web Design