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A Jornada do Herói: os 12 passos de Campbell
Publicada/atualizada em 20/11/2011, às 12:00 | 46 comentários



          Rumo aos 12 Passos de CampbellOlá, leitor assíduo desta coluna (já posso te chamar de assíduo? rs). Está pronto para conhecer um pouco mais sobre a escrita de ficção fantástica, onde, não raro, temos um protagonista que passa por diversos obstáculos?


Como prometido na semana passada, o assunto de hoje será:

– A Jornada do Herói: os 12 passos de Campbell.

          A Jornada do Herói". Você já conhecia essa expressão? É nada mais nada menos do que uma convenção, um paradigma literário identificado em diversas narrativas e que, diga-se de passagem, tem funcionado muito bem na ficção fantástica, pois auxilia muitos escritores na construção de uma trama emocionalmente, envolvente e verossímil.

          Joseph Campbell, em seu livro O Herói de Mil Faces (Cultrix/Pensamento), nos apresenta 12 Passos pelos quais a Jornada do Herói se sucede, além de se embasar na psicanálise para justificar a verossimilhança desse modelo. Ou seja, em que ele se assemelharia à nossa vida, a ponto de nos prender pela empatia. Vamos ver que passos são esses.

          Usarei o mesmo exemplo que James McSIll (Interlúdio) apresentou certa vez durante um de seus cursos: O livro O Hobbit (J. R. R. Tolkien). Mas, usarei também um segundo exemplo, uma série que nos acompanhará ao longo de grande parte das nossas colunas semanais. Neste caso, o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowlling).

Passo 1 – Mundo Comum.
O herói é apresentado em seu dia-a-dia.

Exemplo1: A história de O Hobbit começa com a apresentação do Condado e de Bilbo em sua toca-casa. Ou seja, a caracterização do personagem dentro de um ambiente normal para ele e para o seu mundo.

Exemplo2: Em Harry Potter, Harry nos é apresentando em sua vida comum, como um garoto morador de um porão debaixo da escada. Ele convive com os seu primo e tios malucos.

Passo 2 – Chamado à aventura
A rotina do herói é quebrada por algo inesperado, insólito ou incomum.

Exemplo1: Gandalf, o mago, aparece na porta de Bilbo e o convida para participar de uma aventura.

Exemplo2: Harry recebe uma avalanche de cartas trazidas por corujas, convidando-o a estudar em Hogwarts.

Passo 3 – Recusa ao chamado
Como já diz o próprio título da etapa, nosso herói não quer se envolver e prefere continuar sua vidinha.

Exemplo1: Bilbo recusa o convite de Gandalf, pois “não era respeitável para um hobbit sair em busca de aventuras”.

Exemplo2: O tio de Harry faz esse papel e o proíbe de ir para a escola de bruxos.

Passo 4 – Encontro com o Mentor
O encontro com o mentor pode ser tanto com alguém mais experiente ou com uma situação que o force a tomar uma decisão.

Exemplo1: Por influência de Gandalf e de instintos herdados de sua família, Bilbo decide participar da aventura.

Exemplo2: Harry recebe a visita de Hagrid, o meio-gigante responsável por, digamos, escoltar Harry até Hogwarts.

Passo 5 – Travessia do Umbral/ Limiar
Nessa fase, nosso herói decide ingressar num novo mundo. Sua decisão pode ser motivada por vários fatores, entre eles algo que o obrigue, mesmo que não seja essa a sua opção.

Exemplo1: Bilbo e seus companheiros de aventura se deparam com três trolls numa floresta. Bilbo, como ladrão “designado” pelo grupo, arrisca-se em descobrir mais sobre os trolls e até tenta roubá-los.

Exemplo2: Harry atravessa a parede do bar, que dá acesso ao mundo dos bruxos pelo beco diagonal.

Passo 6 – Testes, aliados e inimigos.
A maior parte da história se desenvolve nesse ponto. No mundo especial – fora do ambiente normal do herói – é que ele irá passará por testes, receberá ajuda (esperada ou inesperada) de aliados e terá que enfrentar os inimigos.

Exemplo1: A aventura de Bilbo continua. Ele passa por Valfenda, a terra dos elfos, atravessa as Montanhas Sombrias, a Floresta das Trevas e a Cidade do Vale.

Exemplo2: Passam-se os primeiros dias em que Harry está na sua nova escola, num mundo diferente. Faz amigos e inimigos e descobre sobre a existência da pedra filosofal.

Passo 7 – Aproximação do objetivo
O herói se aproxima do objetivo de sua missão, mas o nível de tensão aumenta e tudo fica indefinido.

Exemplo1: Bilbo chega, finalmente, à Montanha Solitária, o covil de Smaug, o dragão.

Exemplo2: Harry e seus amigos passam por Fofo, atravessam a sala de chaves, vencem o Xadrez de Bruxo. Harry encontra o Professor Quirrell e Voldermort.

Passo 8 – Provação máxima
É o auge da crise – precisa dizer mais?

Exemplo1: Bilbo, sozinho, enfrenta o dragão, num diálogo no qual ele tenta descobrir as fraquezas do monstro.

Exemplo2: Apesar de ser um bruxo muito jovem, Harry enfrenta Quirrell com a magia de proteção que lhe havia sido imposta pela sua falecida mãe.

Passo 9 – Conquista da recompensa
Passada a provação máxima, o herói conquista a recompensa.

Exemplo1: Bilbo consegue retirar o dragão da Montanha Solitária e os homens da Cidade do Lago matam o monstro.

Exemplo2: Harry encontra a pedra filosofal e derrota Quirrell. Voldemort, enfraquecido, precisa se esconder novamente.

Passo 10 – Caminho de volta
É a parte mais curta da história – em algumas, nem sequer existem. Após ter conseguido seu objetivo, ele retorna ao mundo anterior.

Exemplo1: Bilbo se prepara para voltar para casa.

Exemplo2: Harry se recupera em Hogwarts e prepara-se para retornar ao mundo dos trouxas.

Passo 11 – Depuração
Aqui o herói pode ter que enfrentar uma trama secundária não totalmente resolvida anteriormente.

Exemplo1: Um exército de Orcs e Lobos Selvagens ataca os anões da Montanha, elfos da Floresta e os homens da Cidade. Acontece a Batalha dos Cinco Exércitos.

Exemplo2: Harry e seus amigos, pelos seus últimos feitos em auxílio à Hogwarts, somam pontos à casa Grifinória e vencem a disputa entre as casas.

Passo 12 – Retorno transformado
É a finalização da história. O herói volta ao seu mundo, mas transformado – já não é mais o mesmo.

Exemplo1: Finalmente, Bilbo retorna ao lar. Escreve um livro sobre suas aventuras, e se torna o estranho hobbit que gosta de aventuras. 

Exemplo2: Após o primeiro ano na escola de magia, ansiosos para se encontrarem no ano seguinte, os alunos se despedem de Harry, que retorna ao mundo dos trouxas, onde a convivência com os seus tios nunca mais será a mesma.

          Viram?  À medida em que conhecemos a estrutura, fica mais fácil identificar os Passos acima em diversos livros. Claro que Os 12 Passos de Campbell não constituem uma regra, pois na ficção não existe apenas “A Jornada do Herói”. Ainda assim, o modelo de Campbell é muito utilizado por diversos escritores, muitos deles de sucesso.

          A Jornada do Herói não é um segredo e muito menos uma regra, mas sim um “norte”, algo que o oriente e/ou auxilie a elaborar uma trama envolvente. Em meu livro recém-escrito, utilizei os 12 Passos da Jornada do Herói, numa trama muito diferente de O Hobbit ou Harry Porter. Não me senti preso enquanto escrevia, muito pelo contrário. A dificuldade não está em criar uma história com base em uma orientação, mas sim em deixar de acreditar que para escrever uma boa história de herói não é necessário entender como os grandes escritores Best Sellers escreveram os seus livros.

          Naturalmente que os 12 passos de Campbell não são tudo para se ter uma boa história de herói. Por isso, continuaremos no próximo sábado com as Dicas Fantásticas, onde o assunto será:

- Iniciando a sua história com uma Premissa.
(Uma premissa vale para qualquer romance)

          Espero que tenham gostado! Deixem seus comentários!

          Um grande abraço e Até a próxima semana!   o/

Se você gosta de escrever e já pensou em publicar um livro, mas ainda não colocou as ideias no papel, ou as colocou, mas não sabe se está seguindo na direção certa, então esperamos que as nossas “Dicas Fantásticas” possam contribuir para que você tenha mais segurança ao trilhar o caminho literário.

Comentários (46) | Comente:

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Rafael Sales comentou em 28/05/2011, às 12:43:

Estou acompanhado sua coluna no novo site da fantástica e só tenho que elogiar e dar os parabéns.
De fato são dicas valiosas para quem está começando nesse ramo ou até mesmo aqueles que querem se aperfeiçoar.
Acredito que cada um possui seu próprio método de criação e desenvolvimento de um enredo, mas é claro, com essas orientações fica mais fácil focar em seu objetivo, elaborar uma trama mais consistente.
Parabéns pelo trabalho desenvolvido e esperando ansioso pelas próximas dicas.
Abraços

Luiz Ehlers comentou em 28/05/2011, às 12:45:

Bem interessante, não tinha reparado na semelhança de acontecimentos das histórias. Todo o conceito de heroi tem isso mesmo, nos é conhecido e mesmo assim gostamos. Isso é algo que eu nunca vou entender, pois também gosto 0.0
Contudo, sempre me assustou padrões na literatura, como receitas de bolo. Eu vejo, de uma maneira geral, tão pouca ousadia em novas obras, que é algo admiro muito.
Você mencionou que não é uma regra, claro, mas um norte, então, vamos criar outras jornadas de herois HEHEHEHEH
Parabéns pelo texto, tá bem legal!

Klerianne Ribeiro comentou em 28/05/2011, às 23:44:

Como toda convenção literária, passos ‘definidos’ estão lá para orientar, ver que pontos se destacam e ao longo dos tempos, padronizar as ações literárias. À exemplo da estrutura narrativa, não realmente a vemos quando pegamos um livro pra ler, mas é sentida nas entrelinhas que forma a história.
Depois de ler tantas histórias, a gente acaba percebendo semelhanças de ação, de personagens, de enredo, entre elas. Meio que vemos esses passos de Campbell, só que não tão metódico e literal se for daqueles só de impressões imediatas. E são esses passos, exemplos, que acredito que o autor acaba por passar, até mesmo sem perceber. Alguém já deve ter parado pra pensar e sacar aquela ‘Ih, olha só, bate mesmo’.
Claro que cada um tem sua marca de escrita, mas todos têm semelhanças ou diferenças que, quem sabe um dia, vão ser sistematizadas pra orientar o futuro próximo. Se bem que imagino que os autores do momento ainda não pensaram que podem ser algum dia estudados hahahaha Vc já pensou?
Parabéns pela coluna, ficou ótima.

Fernando Heinrich comentou em 29/05/2011, às 17:53:

Olá, Pessoal!… Rafael, que bom que esteja gostando! Obrigado! A do próximo sábado será especial! =D …. Aee, chefe hehe … bem lembrado! É algo a se pensar…. Será que se quebrarmos os paradigmas a aceitação continua? … …. Klerianne, fico feliz com a sua visita! E o que você mencionou é bem verdade, pois quando lemos, nem fazemos conta de elementos técnicos na trama, a começar pela Macro-Estrutura.. quiçá a Micro-Estrutura! XD …. Mas é interessante que, à medida que conhecemos mais e mais elementos técnicos, começamos a ler com outros olhos. Eu costumo chamar de leitura com olhos clínicos. Um livro nunca mais é o mesmo!….. Um forte abraço! o/

Patrícia Camargo comentou em 29/05/2011, às 19:59:

Eu não sei se me sinto burra por nunca ter percebido a semelhança, ou acho os autores super espertos por seguir os passos e ngm ter percebido (exceto o gênio aí em cima).

Fernando Heinrich comentou em 29/05/2011, às 20:11:

Aeee, Patrícia!! hahaha .. nada .. a arte está em fazer uma história para entreter. Se o autor conseguir isso, então fez um bom trabalho! … Depois de um livro estar pronto e, como dizemos, amarrado/costurado/editado … dá um trabalhão identificar certos elementos. Mas basta “treinar os olhos” para, aos poucos, a gente conseguir estudá-los. ;-)

Khêder Henrique comentou em 29/05/2011, às 20:13:

Eu li O Herói de Mil Faces anos atrás por curiosidade e para produção de um trabalho acadêmico para minha faculdade de Jornalismo. Tornou-se um dos meus livros preferidos sem sombra de dúvida.
Concordo com o Luiz quando ele diz que se assusta com essas “receitas de bolo literáriras” e a necessidade de buscarmos coisas novas. Mas esse estudo do Campbell é algo muuuito fascinante porque ele é inerente há diversos tipos de histórias. E não somente às fantásticas.
Esses passos da Jornada do Herói são perceptíveis em textos religiosos, filmes de suspense, dramas, etc.
Eu mesmo durante a produção de “O Poder do Fogo” fui notando o surgimento desses elementos incoscientemente em meu trabalho e escapar deles revelou-se um desafio!!!
Esse meu primeiro trabalho literário segue uma linha mais convencional, mas percebi que uma forma de inovar é justamente quebrar a narração linear dos acontecimentos.
Enfim, é mais fácil criar algo novo indo e voltando no tempo durante a narrativa (por meio de flashbacks e flashfowards). Foi o que fiz em meus novos trabalhos literários.
Parabéns pelo texto, informativo e objetivo!!!

Fernando Heinrich comentou em 29/05/2011, às 20:46:

Opa! Obrigado Khêder! … Realmente identificamos essas questões em filmes e demais trabalhos literários … acaba se tornando automático, ás vezes, de tanto que lemos e assistimos histórias… Flashbacks são bons recursos! Usados moderadamente, dão à trama um toque especial. Mas não são obrigatórios. Cada história pede um jeitinho diferente de ser escrita! … Obrigado mais uma vez e um grande abraço! o/

@LauroTitoni comentou em 29/05/2011, às 21:19:

Muito bom!
Essa “regra” em muito mesmo, Eduardo Sporh que o diga! hehehehe

Passarei a ser assíduo! ^^
abraço

THIAGO URURAHY comentou em 29/05/2011, às 22:19:

Ae, sempre bombando. Duas coisas:
1) Fernando, pare de usar reticências nos comentários.
2) Eu não sei usar flashfowards sem confundir o leitor (assumi…)

Fernando Heinrich comentou em 29/05/2011, às 22:28:

Huaehuheua … (ops) … kkkkkkkk Ok Ok. Sem reticências. (vícios). Flashwords não tenho como conceitos de técnica .. Mas Flashbacs são comuns. O Khêder poderia nos explicar melhor. às vezes podemos conhecer esse termo com outro nome. =]

Fernando Heinrich comentou em 29/05/2011, às 22:33:

Correção: “Flashforward” ! Agora sim. Seriam flashs de cenas do futuro! Isso me parece interessante. Nunca cheguei a utilizar. Mas, assim como os Flashbacks, precisam ser usados com cuidado! =] Se for intencional na trama (característica dela) e bem tranalhado, do início ao fim, ponto positivo! =D

João C. Cartolano comentou em 02/06/2011, às 16:27:

Olá!
Por falar em quebra de regras, utilizo o exemple do “hype” Game of Thrones. O autor quebra os capítulos pelo ponto de vista de determinados personagens, cada qual em momentos importantes que levam a história adiante. Não sei quem leu, quem gostou (eu já estou no quarto volume, então acho que não preciso dizer se gosto…). Sinceramente, não sei se eu não analisei direito, mas esta obra não parece seguir essa estrutura, ao menos à risca. Acredito eu ser este um bom exemplo de como sair da mesmice, tanto pela forma de contar a história, como pela imprevisibilidade desta. Alguém tem mais exemplo de algum autor que quebre, ou tente quebrar, este “norte”?
Abraço!

Mii comentou em 02/06/2011, às 16:34:

Walter, só vc!

Concordo com a questão do ebook!
Embora o papel seja bem mais legal, o ebook é bem adaptável!

Beeijo

THIAGO URURAHY comentou em 02/06/2011, às 18:52:

Oi João, eu também sou muito fã das Crônicas de Gelo e Fogo. O que acontece é que o Martin divide o livro em tantas Unidades Dramáticas diferentes, e faz isso com tanta maestria, que essa “regrinha” fica camuflada. O que acontece é que você vai achar talvez três ou quatro inhas de tramas se intercalando, todas apresentando a jornada do herói. Essa complexidade acontece muito com livros mais amadores. Fazer isso e se tornar um best-seller é coisa de gênio!

Luiz Ehlers comentou em 02/06/2011, às 19:44:

Foi interessante o que ele comentou sobre essa questão digital do livro, a figura da editora se mantém. Eu acho que esse carinho pelo livro físico é coisa da nossa geração, acho que nas novas isso não vai acontecer, o que me deixa triste, pois eu adoro o livro impresso heheh

Felipe Santos comentou em 03/06/2011, às 19:15:

Impressionante esses doze passos! Meu próprio livro O Preço da Imortalidade segue essa linha, mesmo sem eu nunca ter lido esses passo. E conheço uma penca de outros livros assim também. Muito boa a reportagem. Parabéns!

Fernando Heinrich comentou em 03/06/2011, às 20:03:

Legal, João. Bom exemplo. E boa resposta do Thiago! Não li Game of Thrones, mas tenho ouvido muitos bons comentários a respeito. A questão é 1) Entender a estrutura e aplicá-la numa história. 2) Aprender a trabalhá-la dentro da sua ideia, ou premissa. Autor profissional não vive de vender livros por acaso. São mestres no que fazem, não porque possuem uma boa ideia, mas porque sabem como trabalhá-la, ou melhor dizendo, sabem como a estrutura do livro funciona e usam isso a seu favor. Brincam, criam, recriam. Mas fazem isso conscientemente. Sabem o que podem fazer e como fazê-lo. Falarei sobre premissa no próximo post. Espero ver os seus comentários nele também. Abraços!

Fernando Heinrich comentou em 03/06/2011, às 20:04:

Valeu, Felipe Santos! Continue acessando! Abração! =]

Laila Ribeiro comentou em 03/06/2011, às 20:08:

ADOREI!!! Várias sacadas maravilhosas, puxões de orelha fantásticos e momentos cômicos pontuais.
PARABÉNS!
Agora fico ansiosa para ouvir a Zona do Walter #2…
Abração!!!

Klerianne Ribeiro comentou em 03/06/2011, às 21:18:

Antes eu não comentava, em nada msm. Quer dizer, salvos alguns casos que valiam a pena. Com o passar do tempo, fiquei no hábito de comentar em alguns blogs literários, pq ficava aquela questão aberta do (a) blogueiro (a) e ultimamente tenho visto bons temas e discussões, como aqui na Fantástica.
Aqui eu acompanho qnd posso, mas sempre fico naquela vontade de comentar, de entrar na conversa – penetra boa de bico rsrs
Concordo com vc Walter, na questão de quem vai sofrer o impacto são as gráficas e que ngm precisa se desesperar por conta das editoras. Todo livro precisa de edição msm, não podemos jogar qualquer coisa nos leitores, isso é compromisso. Tenho preferência pelo livro em mãos, mas nem sempre temos mtas condições – cof cof lemos versões no pc cof cof – e temos que apelar, pq é um gosto de ler msm.

Eduardo Fabrício da Silva comentou em 04/06/2011, às 13:24:

Finalmente a esperada Zona do Walter em podcast saiu! Muito bom mesmo! Realmente a TV de domingo é péssima, mas isso é bom porque incentiva a leitura!!!Estou esperando os próximos Zona do Walter !
falows!!

Luiz Dreamhope comentou em 06/06/2011, às 13:00:

Mês passado li o inicio do “Herói de Mil Faces”, achei bem interessante. É uma leitura que preciso terminar. Mas eu ouvi falar que existe um livro chamado “A Jornada do Escritor” – que não é a minha Jornada na Fantástica, rsrs -, este é escrito por Christopher Vogler e foi usado como referência para os roteiristas da Disney. É incrível que dá pra achar Jornada do Heroi tão na cara em filmes da Disney. o.O
http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorando_de_Vogler
Mas enfim, pelo o que procurei saber, é uma “receita de bolo” mais condensada e de fácil compreensão da Jornada do Herói.
… E incrível que nunca parei pra pensar que minha própria vida é a Jornada do Herói. o.o Hm… acho que ainda me encontro no sexto passo. lol

Luiz Dreamhope comentou em 06/06/2011, às 13:00:

Mês passado li o inicio do “Herói de Mil Faces”, achei bem interessante. É uma leitura que preciso terminar. Mas eu ouvi falar que existe um livro chamado “A Jornada do Escritor” – que não é a minha Jornada na Fantástica, rsrs -, este é escrito por Christopher Vogler e foi usado como referência para os roteiristas da Disney. É incrível que dá pra achar Jornada do Heroi tão na cara em filmes da Disney. o.O
http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorando_de_Vogler
Mas enfim, pelo o que procurei saber, é uma “receita de bolo” mais condensada e de fácil compreensão da Jornada do Herói.
… E incrível que nunca parei pra pensar que minha própria vida é a Jornada do Herói. o.o Hm… acho que ainda me encontro no sexto passo. lol

Fernando Heinrich comentou em 06/06/2011, às 20:03:

Hehe … É isso ae, Luiz. Smpre presente nos comentários e compartilhando a sua experiência. Espero que o seu livro esteja “caminhando” bem! Abraço!

Daniel Cavalcante comentou em 12/06/2011, às 01:31:

Bem, eu detestei o “Jornada do Escritor”, do Vogler, que o Luiz mencionou. Sempre que quero ler sobre a Jornada do Herói vou direto em Campbell e, as vezes, em Jung. Vogler transforma a coisa em algo muito estrutural, muito quadradinho e creio que, em parte, a culpa de muitos consideraram a Jornada do Heroi como muleta, é culpa do Vogler. É o q penso.

Fernando Heinrich comentou em 21/06/2011, às 19:17:

Então , Daniel, confesso que ler “O Herói de Mil Faces” foi pra mim uma tortura. Campbell é muito detalhista, porém embase cientificamente os 12 passos e o motivo do ser humano se identificar com essa estrutura. O cara foi um gênio! E por que não consultar diretamente o pai da teoria? Abraços!

Khêder Henrique comentou em 24/06/2011, às 17:11:

Isso, Fernando! Flashfoward é justamente o contrário do flashback, ou seja, trechos do futuro. Tomem o seriado Lost como exemplo. A narração de Lost é um verdadeiro mosaico. Começa no presente e vai revelando o passado dos personagens com flashbacks, depois mostra o futuro deles nesse flashfowards e ainda utiliza outro recurso (que me falha o nome) que revela o que acontece em uma realidade alternativa em que o avião não caiu na ilha.
Recursos interessantes, mas precisam ser utilizados com cuidado para não confundir o leitor. O João deu uma ótima idéia para sair da mesmice: mudar os pontos de vista mostrados durante a narrativa. Até mesmo mudar o narrador (narração em terceira pessoa x narração em primeira pessoa) seria um forma de escapar dos passos de Campbell.

THIAGO URURAHY comentou em 24/06/2011, às 17:40:

Não sei cravar o número exato, mas auto ajudo gerou cerca de 10 bi de dólares nos EUA ano passado. O segundo colocado (acho que ficção não-fantástica) girou 1 bi. Os números não estão exatos, mas a proporção é essa. 10 para 1, mais ou menos.

Fernando Heinrich comentou em 05/07/2011, às 19:59:

Khêder, acho esta foi a coluna mais comentada. É interessante como identificamos a jornada do herói em tudo praticamente, não apenas em livros, mas em filmes, séries, desenhos, animes, HQ’s .. bacana isso! =D

Mônica de Almeida Cadorin comentou em 15/09/2011, às 14:39:

Há alguns meses encontrei a descrição da Jornada do Herói e analisei todos os meus romances sob essa possibilidade; e identifiquei que vários seguem a fórmula (que eu usei sem perceber). Até fiz um texto para o meu blog falando sobre isso: http://monicadorin.blogspot.com/2011/08/jornada-do-heroi.html
Acho interessante como os temas se mesclam, e como a gente dá milhões de voltas para acabar no mesmo lugar: uma técnica simples e que pode ser adaptada a quase tudo.

Fernando Heinrich comentou em 16/09/2011, às 19:58:

Oi, Mônica! Não consegui acessar o seu post. mas já estou participando do seu blog! A Jornada é muito interessante. Quando lemos a obra O Herói de Mil Facer, de Campbell, vemos que a Jornada do Herói é embasada cientificamente naquilo que, para nós seres humanos, nos acrescenta, nos causa empatia. E justamente pelas influências/experiências de nossa vida, acabamos muitas vezes usando o todo ou as partes dessa técnca sem nem mesmo percebermos. O bom quando nos damos conta é que, nas próximas vezes, tudo deixa de ser intuitivo e passa a ser proposital, ou seja, passamos a ter controle, usando de forma consciênte e com um propósito específico! Um grande abraço! Muito obrigado pelo seu comentário! =)

Klerianne Ribeiro comentou em 16/09/2011, às 20:04:

Poxa, Walter, disse tudo! Gostei do trecho da Oficina de Escritores, sempre quis saber como era.

Roteiro – Estruturas Clássicas I: A Jornada do Herói ou Monomito (2) | Quadrinize! comentou em 20/06/2012, às 20:26:

[...] Esse foi apenas o passo inicial para se ter uma noção do que é a Jornada do Herói, lembrando que nem todas as histórias apresentam todas as 12 etapas. Para se aprofundar, procure a obra de Campbell. Também há um módulo sobre o assunto em nosso Curso de Escrita Criativa e Roteiro. Confira também o artigo da Revista Fantástica para ver a Jornada do Herói usando como exemplo Harry Potter e O Hobbit. [...]

LEITOR CABULOSO – Literatura c/ bom-humor » RESENHA DO FÃ – Com Douglas M. Pereira do “Amplexos Fraternos” comentou em 03/01/2013, às 10:30:

[...] provavelmente de maneira apenas intuitiva – escrevia estritamente dentro da forma da “Jornada do Herói“, pesquisada e defendida por Joseph Campbell. O que mostra que, mesmo seguindo formatos [...]

LEITOR CABULOSO – Literatura c/ bom-humor » RESENHA: “Contos de Meigan”, uma jornada clássica, mas com bastante criatividade comentou em 07/01/2013, às 12:01:

[...] das coisas que mais me marcou foi o texto moldado a partir da Jornada do Herói, com cada etapa claramente definida, permitindo que qualquer leitor se familiarize com a questão. [...]

Jornada do Herói | Descobrindo Escritores comentou em 13/03/2013, às 14:35:

[...] http://www.revistafantastica.com.br/em-foco/a-jornada-do-heroi-os-12-passos-de-campbell/ [...]

Leonardo comentou em 07/05/2013, às 16:06:

òtimo post, muito esclarecedor eu desconhecia esta tal teoria mas achei fantástico.

Leonardo comentou em 07/05/2013, às 16:06:

òtimo post, muito esclarecedor eu desconhecia esta tal teoria mas achei fantástico.

jose carlos comentou em 23/06/2013, às 21:02:

Ola

Parabéns, uma explicação perfeita da Jornada do heroi, que podemos aplicar em várias etapas e fases de nossa vida.

Grato

josé carlos

Entenda por que é que os supervilões sempre perdem nos filmes e nos livros – Que Balada comentou em 05/01/2014, às 20:05:

[...] Fonte: Smithsonian MJA Revista Fantástica [...]

27 Fev : Chuva de ideias | Regiões Narrativas comentou em 12/03/2014, às 10:06:

[…] (retirado de http://www.revistafantastica.com.br/em-foco/a-jornada-do-heroi-os-12-passos-de-campbell/) […]

Luiz Ehlers comentou em 22/03/2014, às 14:34:

Ótimas reflexões, Eliane. Essas duas Escolas Literárias tem um lado oposto interessante…sua definição é quase uma poesia :)

Sandra Maciel comentou em 30/03/2014, às 18:37:

Muito bom esse post. Tenho uma página onde escrevo histórias e tentarei usar nelas o que foi dito.
https://www.facebook.com/pages/Obras-Liter%C3%A1rias-de-Senhorita-SM/487708941304277?ref=hl

cleide paes comentou em 02/07/2014, às 03:37:

simples .
E ponto.

Helen comentou em 17/07/2014, às 15:10:

gostei

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